quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Sherlock Holmes
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Ah, eu poderia escrever por horas, mas prefiro deixar por conta da frase do Sherlock mesmo....
=***
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Antoine de Saint-Exupèry

O coração que subiu nos meus ouvidos. Gritando que sente falta e pronto.
Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo.
E daí se vai pra onde?
Tati Bernardi
Ouvindo: Dream On - Aerosmith
C - Ya
=***
sábado, 14 de agosto de 2010
Fernando Pessoa
Seguindo em Frente
Portia Nelson
I.
Eu caminho por uma rua.
Tem um enorme buraco na calçada.
Eu caio dentro dele.
Estou perdida... Estou indefesa... Não é minha culpa.
Demora uma eternidade para eu achar uma saida.
II.
Eu caminho pela mesma rua.
Tem um enorme buraco na calçada.
Eu finjo que não vejo.
Eu caio dentro dele outra vez.
Eu não acredito que estou lá de novo, mas não é minha culpa.
Ainda demora bastante tempo para eu sair dali.
III.
Eu caminho pela mesma rua.
Tem um buraco na calçada.
Eu vejo que ele está ali.
Eu caio nele... É um hábito.
Meus olhos estão abertos... Eu sei onde estou... É minha culpa.
Eu saio imediatamente.
IV.
Eu caminho pela mesma rua.
Tem um enorme buraco na calçada.
Eu passo em volta dele.
V.
Eu caminho por outra rua.

Olhem esse vídeo do Elefante Marinho interagindo com o moça. É muito lindo. ^^
Ouvindo: Sonho Impossível - Maria Bethania
C-Ya
=***
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Caio F. Abreu
Acho que essa frase me traduz bem viu. Tenho um jeito torto de resolver as coisas, mas no final sempre dá certo, de alguma forma.
E esse final de semana meu dente do siso resolver "pontar". Confesso que não é uma experiência muito agradável, já que não posso mastigar do lado direito e minha bochecha está um pouco inchada porque ele fica "pegando" nela. Mas, dizem que quando o siso nasce é porque estamos criando juízo. No meu caso, sempre tive juízo. Tudo bem que as vezes acompanhado pela sorte, mas nunca fui, por exemplo, de dar trabalho para minha mãe. Sou sossegada, gosto de sair, tomar umas ( ou muitas ), mas independente disso, sempre consciente das coisas e pessoas, em todos os aspectos.
Mas nesses últimos dias eu perdi o juízo. Na verdade eu me perdi por inteira. Perdi os gostos, as cores, o peso, o sentido, a cabeça. A loucura respondeu por mim nesses dias. Sei que não foi uma boa idéia, mas foi nela que comecei a ver que, ou era ela ou era eu. E comecei a me resgatar, pedaço por pedaço. Tive que enlouquecer para não perder meu juízo.
Enfim, acho que, na verdade, o siso apareceu para trazer meu juízo de volta, e com ele poder me achar novamente. Afinal, como eu disse, no fim sempre dá certo, de alguma forma.

Ouvindo: Sei Lá - Gabriel O Pensador
C - Ya
=***
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Carlos Drummond de Andrade
É o medo e o desejo
É a desconfiança e a esperança
É o grito e o silencio
É o gelo derretendo no fogo
Eu e você frente a frente é ter sempre que me confrontar
Encarar os meus erros, os meus acertos
As minhas verdades e as minhas ilusões
O meu poder e a minha impotência
A minha liberdade e os meus limites
Quando eu estou na sua frente eu sinto toda a minha dor
Mas só na sua frente eu posso sentir todo o meu amor.
Luiz Antônio Gasparetto
Esse poema pode ser ouvido no vídeo do Fábio Junior (Se eu não te amasse tanto assim), ele o declama antes da música.
C - Ya
=***
sexta-feira, 16 de abril de 2010
C. S. Lewis
O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui? Disse Alice.

Isso depende muito de para onde você quer ir, respondeu o Gato.
Não me importo muito para onde, retrucou Alice.
Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.
Mas eu não quero me encontrar com gente louca, observou Alice.
Você não pode evitar isso, replicou o gato. Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco, você é louca.
Como você sabe que eu sou louca? Indagou Alice.
Deve ser, disse o gato, ou não estaria aqui.
C. S. Lewis - Alice no País das Maravilhas
Ouvindo: Peito Aberto - Lilian e Letícia
C - Ya
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sábado, 6 de março de 2010
Clarice Lispector

Dê um beijo, um abraço. Um passo em sua direção. Aproxime-se sem cerimônia. Dê um pouco de calor de seu sentimento. Assente-se bem perto e deixe ficar algum tempo, ou muito tempo; não conte o tempo de se dar. Aprenda a burlar a superficialidade. Sonhe o sonho sem duvidar. Deixe o sorriso acontecer. Rasgue o preconceito. Olhe nos Olhos! Aponte um defeito com jeito. Ouça uma historia, ou muitas, com atenção. Escreva uma carta ou email e mande. Irradie simplicidade, simpatia, energia. Preste um favor. Lembre-se de um caso. Conte uma piada. Ache graça. Ajude a resolver um problema. Pergunte: Por que? Como vai? E Preste Atenção! Sugira um passeio, um livro, um filme. Diga de vez em quando: Obrigada, Desculpa, nao tem importancia. O que se há de fazer? Dá-se um jeito. Tente de alguma maneira. E nao se espante se a pessoa mais feliz for Você!
Anônimo
Ouvindo: Ivan Lins
C - Ya
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
" O acaso é um Deus e um diabo ao mesmo tempo. "
Machado de Assis

Amar
Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?amar e esquecer,amar e malamar,amar, desamar, amar?sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?Amar o que o mar traz à praia, e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,o que é entrega ou adoração expectante,e amar o inóspito, o áspero,um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
*
Estava eu, as 6:30 da manhã de uma quarta feira de cinzas, na estação de metrô na Vila Madalena quando percebi uns poemas espalhados pelas paredes e esse me chamou a atenção pelo fato de Carlos Drummond ter a certa convicção de que todos os seres amam. Não interessa o que ou quem, mas amam.
Ouvindo: Alice - Avril Lavigne
C - Ya
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nietzsche

A Alegria na Tristeza
Martha Medeiros
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Ouvindo: Three Little Birds - Bob Marley
C - Ya
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Oscar Wilde
Nunca fui de aceitar limitações. Sempre fui muito “sossegada” para as coisas do dia a dia, tipo cabelo, roupa, aonde ir ao sair, sentar na frente ou atrás, dormir no chão ou na cama ou então não saber para que lado o ventilador tenha que girar para ser exaustor ou ventilador mesmo. Mas tem uma coisa: eu tenho que estar presente, como por exemplo, para sentir o vento do exaustor ou ventilador. Não consigo que me imponham que só posso ligá-lo uma vez por semana, por mais que tenham “n” motivos plausíveis. Quero senti-lo quando eu quiser. A questão não é querer controlar, a questão é estar presente mesmo, é participar, é não perder pedaços, porque, vamos ser realistas meu bem, uma hora isso vai acontecer. Ora, eu sou escorpiana, como vou controlar isso dentro de mim? Como vou conviver sabendo que o ventilador está refrescando outras pessoas e não a mim? Não por serem outras pessoas, mas eu também quero estar lá.
E esse é o motivo desse sentimento que anda me tirando o sono e me deixando inquieta. Não do ventilador, lógico, mas por ter que viver uma limitação que não quero. Os dias vão passando e eu vou ficando mais apreensiva e com aquele famoso nó na garganta.
Enfim...
C - Ya
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Nietzsche
Feliz Ano Novo Galera!
C - Ya
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Dançando com a Lua - Capital Inicial

DO QUE SE TEM MEDO
Fabricio Capinejar
Ouvindo: Sade - Smooth Operator
C - Ya
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Nietzsche

" Úrsula se perguntava se não era preferível se deitar logo de uma vez na sepultura e lhe jogarem a terra por cima, e perguntava a Deus, sem medo, se realmente acreditava que as pessoas eram feitas de ferro para suportar tantas penas e mortificações. E perguntando e perguntando ia atiçando sua própria perturbação e sentia desejos irreprimíveis de se soltar e não ter papas na língua como um forasteiro e de se permitir afinal um instante de rebeldia, o instante tantas vezes desejado e tantas vezes adiado, para cortar a resignação pela raiz e cagar de uma vez para tudo e tirar do coração os infinitos montes de palavrões que tivera que engolir durante um século inteiro de conformismo.
– Porra! – gritou.
Amaranta, que começava a colocar a roupa no baú, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
– Onde está? – perguntou alarmada.
– O quê?
– O animal! – esclareceu Amaranta.
Úrsula pôs o dedo no coração.
– Aqui! – disse.”
Gabriel Garcia Marquez
Ouvindo: Snow Patrol - Just Say Yes
C - Ya
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Trecho do Filme O Divã

As vezes eu sou tão fria, que fico pasmada comigo mesma.
Acho que, no fundo, só voltei atrás para provar para mim que eu não era mais a mesma.
Mas só de saber que ainda posso ser o que era antes, me deixou inquieta.
Ouvindo: Bambayuqye - Zeca Baleiro
C - Ya
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domingo, 4 de outubro de 2009

" Se a vida te surpreender com algo que se originou do amor, surpreenda a própria vida. "
E foi exatamente isso que aconteceu, fui surpreendida. Mas infelizmente com algo ruim. Só que, essa frase, incrivelmente, me motivou a não parar, a não culpar, a não desitir, a não questionar. Simplesmente a cuntinuar crendo e seguindo. E foi bom, muito bom.
Aprendi outras coisas também nesses dias ausentes, como por exemplo, que minha cachorra é uma excelente companhia, de verdade. Ou então que, você percebe que cresceu quando tem que ir a farmácia ou super mercado e pagar do seu bolso. E ver que as coisas são muito caras!
Ah, mudei de casa! Sim, mudei! \o/ Agora tenho um quarto só pra mim. ( Mas ainda sim, as vezes, estranhamente, durante a noite acordo e olho para o lado na esperança de ver a outra cama).
Fiquei off porque não estava com cabeça para muita coisa, e ainda não estou. Mas falar aqui me alivia essa sentimento que me faz morder os lábios.
Não vejo a hora de terminar minha faculdade, ter minha festa de formatura, arranjar um emprego que me satisfaça, não só financeiamente, mas profissionalmente também.
Ouvindo: Live Forever - Oasis
C - Ya
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Sempre preferi ser eu.
Esquisita ou não.
Ouvindo: Parachute - She is Love
C - Ya
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Martha Medeiros

Martha Medeiros
terça-feira, 7 de julho de 2009
Poema do Menino Jesus
Fernando Pessoa
Interpretação: Maria Bethania
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar.

Ouvindo: Busy Man (Sem Você) - Claudia Leite e Carlinhos Brow
C - Ya
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